segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ARTE FINAL - 03-01

Ano novo exige trabalho



Edison zenóbio


Newton Alves/Divulgação




Simone, Letícia, Carla e Juliana. As publicitárias veem 2010 como um ano ainda mais promissor para a agência

Promessas de ano-novo são tidas, quase sempre, como palavras ao vento. Esta coluna começa 2010 sem nenhuma promessa, mas acompanhada daqueles que cumprem a sua parte no desenvolvimento do país. Tem sido assim ao longo das últimas décadas e, a exemplo de sempre, oferecemos a clareza de quem acredita que a melhoria da competitividade dos produtos brasileiros nos fará conquistar mais uma fatia do mercado internacional.

Um ano novo deve ser construído com pessoas novas, refeitas, revestidas de novo vigor, transformadas. O segredo, dizia Monteiro Lobato, é deixar a esperança agir em nós. Pode até ser difícil, principalmente para os céticos, mas somente assim seremos criaturas novas. Seja, portanto, a esperança a nossa força, mas agora é hora de refazer planos, traçar novos objetivos e trabalhar acreditando em tempos melhores.

O ano começa com a expectativa de mudanças, seja com um novo presidente da República, a superação de crises e a completa certeza de que não podemos mais aceitar a imensa, oceânica corrupção nos setores políticos, a ponto de a população descrer da instituição da Justiça. Aqueles que se fartam com os recursos públicos precisam ser tangidos aos tribunais, até mesmo para melhorar a imagem do país no exterior. É demais, chega disso.

A mudança, portanto, pode estar em nossas mãos. Nós podemos ser responsáveis por ela, nas decisões e atitudes que tomamos no dia a dia. Neste novo ano, estou certo disso, devemos todos estar em busca de soluções verdadeiras. Assim como as promessas, as previsões são palavras ao vento.

Algumas coisas, contudo, ocorrem de forma tão marcante em um ano que apontam sinais muito claros de como poderá ser 2010. A crise financeira que explodiu no final de 2008 e varreu o mundo no ano que acabou produziu cenário favorável às previsões: 2010 deverá ser bom para o Brasil, com a retomada do crescimento do consumo – as vendas no Natal mostram isso – e a consolidação da estabilidade econômica. A forma como o Brasil entrou e saiu
da crise reforça essa perspectiva.
 
Esse cenário favorável não se relaciona apenas ao conjunto da economia. Este será ano de eleições majoritárias e todos queremos que o Brasil, nas urnas de outubro, esteja mais consciente e mais amadurecido para escolhas políticas. Isso se faz elegendo gestores públicos mais comprometidos com os avanços de uma sociedade cada vez mais crítica e organizada, totalmente consciente
de seus direitos e de seus deveres.
 
Isso, naturalmente, não é uma previsão, apenas um desejo de ano-novo. Na primeira coluna de 2010 não devo me esquecer – e lembrar aos amigos – do ensinamento de Henry Ford, aquele homem taciturno que deu rodas à humanidade. Dizia ele sobre as adversidades e o drama do fracasso, situações que rondam sempre as instituições e os homens, que o insucesso, como o novo ano, é apenas uma oportunidade para começar de novo, com inteligência.
 
É possível que seja. De todo modo, tentemos viver com o sonho e a esperança, de resto, os dois calmantes mais poderosos que a natureza concedeu aos homens.

Lápis Raro espera crescer 20%
 
“A cada ano, a gestão da comunicação dos clientes vem sendo fortalecida e a agência está continuamente buscando melhores resultados. Em 2009 não foi diferente. Além de conquistar contas, nossos parceiros mantiveram seus investimentos apesar da crise econômica mundial, demonstrando que a comunicação é uma ferramenta eficiente para enfrentar os novos desafios do mercado.”
 
É como Carla Madeira, diretora de criação da Lápis Raro, avalia a performance da agência no ano passado. “E a previsão é de que em 2010 o resultado seja ainda mais positivo, com o faturamento crescendo de 15% a 20% em relação a 2009”, complementa Simone Moreira, diretora de atendimento.

REFORÇOS – Letícia Ladeira, diretora administrativa, enfatiza a preocupação da agência, no ano passado, em investir no quadro de profissionais. “Contratamos especialistas nas áreas de internet, planejamento, design e marketing direto. Isso, aliado a outras estratégias como aperfeiçoamento do relacionamento com empresas de pesquisa e promoção de vendas, modernização dos nossos processos internos de trabalho e investimentos em tecnologia e informação, para integrar cada vez mais o planejamento com a
criação”, diz a publicitária.
 
A metodologia de trabalho singular da agência, com a utilização das ferramentas diversificadas da comunicação, gerou resultados. Além de conquistar as contas da Samarco Mineração e da Zurich Seguros, a Lápis Raro voltou a atender à conta nacional da Forno de Minas, que, depois de 10 anos administrada por um grupo estrangeiro, retornou aos seus fundadores. “As expectativas para 2010 são as melhores possíveis”, afirma Simone Moreira.
 
Devido à movimentação gerada pela disseminação das redes sociais e sua incorporação ao mix de comunicação das marcas, o ano passado foi importante também para a comunicação digital. Para atender a essa demanda do mercado, a agência reforçou seu núcleo de web e consolidou seu leque de atuação, que hoje abrange o desenvolvimento de portais, e-commerce, intranet, hotsites, promoções, aplicativos sociais, campanhas delinks patrocinados e SEO.
 
De acordo com Juliana Duarte, diretora do núcleo de web, a expectativa para este ano é de crescimento e de amadurecimento. “À medida que esse conjunto de ferramentas digitais se consolida, temos condições de planejar as ações de forma integrada e de desenvolver metas e instrumentos de acompanhamento dos resultados. O grande desafio para 2010 é justamente este: sofisticar as nossas ferramentas de mensuração de resultados e ampliar a presença de todos os clientes no meio digital”, revela Juliana.

Para Carla Madeira, com a retomada da economia, 2010 será ainda mais positivo do que 2009. “Os clientes, junto à agência, têm uma visão de crescimento, de fortalecimento das marcas. E isso só é possível por meio de um trabalho em conjunto, mantendo a continuidade no que já vem sendo realizado e buscando sempre integrar, por meio do mix de comunicação oferecido pela agência, os meios on-line e off-line.”

Briefing

COMERCIAIS

Neste primeiro domingo de 2010, nada como recordar alguns dos bons momentos da propaganda mineira e nacional no ano que passou. Os comerciais, por exemplo. Em 2009, apesar de a “marolinha” ter afetado determinados setores, e a propaganda não ficou imune, excelentes filmes
foram criados pelos nossos publicitários.

COMERCIAIS 2

Entre os anunciantes nacionais, campanhas marcantes tiveram como carro-chefe comerciais impactantes, sensibilizando o telespectador e fazendo com que ele assimilasse integralmente a mensagem. O filme da Vale, mostrando a pujança da empresa; Caixa Econômica e Banco do Brasil e a fidelização dos clientes; Petrobras e o pré-sal; Sebrae, filme estrelado por Lázaro Ramos. Em Minas, a Copasa, que teve sua água bebida na telinha pela inesquecível Dercy Gonçalves (criação da RC); Inhotim, um VT fantástico feito pela Filadélfia sobre esse espaço cultural mineiro já elogiado nos Estados Unidos e Europa; Palhaço, filme criado pela RC divulgando o Hospital Mário Penna.

COMERCIAIS 3

É, mas nem tudo são flores. O filme de fim de ano da Globo deixou a desejar. Não repetiu a exuberância dos anteriores. A trilha Hoje, é um novo dia... merecia tratamento melhor, cenas mais emocionantes e empolgantes. Os shopping centers mineiros também foram um fiasco em 2009. Campanhas ruins, bem abaixo da competência das nossas agências e criativos. As operadoras também perderam a oportunidade de brilhar na telinha. Filmes com forte apelo de vendas, sem nenhuma criatividade.

PAÍS DO PRESENTE

Peça que deve ir para os anais da propaganda mineira, a mensagem de feliz ano-novo criada pela Solution. O título, instigante e polêmico: “Não, o Brasil não é o país do futuro”. Vem o texto: “Lembra quando você escutava que o Brasil ainda seria uma grande potência? Naquela época também se dizia que o ‘país do futuro’ era o ‘país do futebol’, ‘país do carnaval’, ‘país da caipirinha’, ‘país do samba no pé e da bossa nova’, ‘país da criatividade’”.

PAÍS DO PRESENTE 2

A mensagem de fim de ano prossegue: “Pois esqueça essa história. Hoje, a história do país é outra. De país do futebol, virou país da Copa. De país do carnaval, virou o país das Olimpíadas. De país da caipirinha, país do biodiesel”. No fim do texto, o recado: “Por isso, esqueça o país do futuro. Porque o Brasil já é o país do presente. E é esse país que, em 2010, nós queremos levar no peito. Com orgulho e muita paixão. Feliz Brasil novo!”. Na embalagem-sacolinha, uma bonita camisa amarela da Seleção, número 10. A peça merece divulgação dos créditos: redação de Patrícia Reis, produção de Ana Luiza Lino. Duas grandes feras da equipe da Solution, do publicitário Fernando Campos.

MÁRCIO LACERDA

No encerramento de 2009, um presente especial para o prefeito Márcio Lacerda. Segundo o Datafolha, o prefeito de Belo Horizonte lidera entre os novatos, obtendo a segunda melhor avaliação entre administradores de nove das principais capitais brasileiras. Ficou atrás somente do prefeito de Curitiba,
Beto Richa.

MÁRCIO LACERDA 2
 
O secretário de Comunicação do prefeito, Régis Souto, explica que a publicidade também deu sua contribuição para essa performance. “O governo Márcio Lacerda deu continuidade a todas as obras e programas sociais da gestão anterior. E este foi o principal eixo da nossa política de comunicação: mostrar à população que, mesmo em um ano difícil, conseguimos manter a prestação de serviços da prefeitura no mesmo ritmo". A PBH foi atendida, até novembro, pelas agências Big e Asa, e, a partir de dezembro, pela Perfil, Big e
Dezoito, vencedoras da última licitação.
 
PETROBRAS

Falando em licitação, neste início de ano deve sair o resultado da concorrência aberta pela Petrobras. Dezenove agências disputam uma verba nada desprezível: R$ 150 milhões. A publicidade mineira também está na luta, representada pela Perfil, que atendeu aos requisitos constantes do edital.
 
ELETROS

A partir deste mês, a Globex, holding que congrega as empresas Extra Eletro, Ponto Frio e Casas Bahia, inicia o processo de compra de mídia para 2010. Só a verba publicitária das Casas Bahia é de R$ 2 bilhões, conta atendida pela
Young & Rubicam.
 
RICARDO ELETRO

E a pedra no sapato das Casas Bahia, Ponto Frio e Extra em 2009 foi a mineira Ricardo Eletro, com lojas não apenas em BH e interior mineiro, mas presentes no Rio de Janeiro, em São Paulo e outras capitais. A guerra promete se acirrar em 2010. A comunicação da empresa mineira é feita pela Pro Brasil.
 
SITE

A agência On Idéias inicia o ano com seu site reformulado. O formato da página foge do tradicional, com visual mais criativo e, ao mesmo tempo, de
fácil navegação. Confiram as mudanças no endereço http://www.onideiasinterativas.com.br/.
 
JORNALISMO WEB

Especializada em conteúdo para sites, blogs e twitters, a Norte Web (norteweb@uai.com.br), empresa de assessoria de imprensa digital, fechou 2009 comemorando com os clientes os resultados obtidos durante o ano. As eleições e a Copa vão nortear os trabalhos de prospecção da empresa
jornalística em 2010.
 
DESIGN GRÁFICO

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