segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inhotim, talento mineiro na Archive


O filme Síndrome de Stendhal, criado pela Filadélfia, produzido pela Zeppelin Filmes e coproduzido pela Alterosa Cinevídeo para o Inhotim, acaba de ser destacado pela revista Archive. A publicação é uma das principais do mundo na área da propaganda e seleciona criteriosamente peças impressas e eletrônicas criadas por grandes agências de todo o mundo.
É a primeira vez, na história da propaganda mineira, que uma agência tem filme selecionado pela Archive. “Entrar para esse seleto portfólio mundial da propaganda é um orgulho muito grande para toda a equipe. Sabíamos da qualidade do trabalho, mas não esperávamos que o reconhecimento fosse tão rápido assim. Estamos eufóricos com mais essa importante chancela para a Filadélfia”, comemora Dan Zecchinelli, diretor de criação da agência.

ARTE – O comercial, exibido recentemente na TV, em cinemas e na web, começa mostrando centenas de pessoas deitadas, como se estivessem desmaiadas. De repente, em filmagem reversa, elas vão acordando, como num gigantesco efeito dominó ao contrário. Ao final, o que causou isso tudo: uma das obras de arte do Inhotim. O filme termina com o conceito da campanha: “Inhotim, impressionante”.

“Procuramos descrever o que realmente Inhotim causa nas pessoas quando visitam o acervo, sem cair no óbvio. Inhotim é tudo, menos óbvio”, afirma Hellen Mundim, redatora da agência, acrescentando: “Foi um trabalho que exigiu muita pesquisa e muitos insights até chegar em algo que instigasse as pessoas a visitar a grandeza do acervo cultural do Inhotim”.

“Quem já conhece entende a reação das pessoas no filme. Quem ainda não, com certeza vai compreender quando chegar até lá”, complementa Renê Bionor, diretor de arte da Filadélfia.

Dirigida por Carlos Manga Jr., o Manguinha, a produção envolveu cerca de 800 figurantes e parou Belo Horizonte. Foram realizadas gravações em vários pontos da cidade, como Praça Sete, Mercado Central, a Linha Verde e o Edifício JK. Para assistir a essa premiada produção, acesse www.filadelfiacom.com.br. Quem quiser saber mais sobre o Inhotim, pode acessar www.inhotim.org.br.

Síndrome de Stendhal tem a seguinte ficha técnica: diretor de criação Dan Zecchinelli; criação Hellen Mundim/Renê Bionor/João Paz/Dan Zecchinelli; RTVC Elenize Almeida; atendimento agência Brunna Lopes; produtora Zeppelin; coprodução Alterosa Cinevídeo; diretor de cena Carlos Manga Jr.; produtor executivo Pedro Bueno; diretor de fotografia Paulo Mendes da Rocha (Lito); pós- produção Casablanca; trilha Sax So unny. Aprovação: Ana Lúcia Gazzola, Ceres Pimenta e Raquel Novais. (Fonte: Jornal Estado de Minas).

Agora, foco em pessoas


A Prefeitura de Belo Horizonte assinou contrato com as três agências que venceram a licitação e já está veiculando campanha dentro da nova filosofia de comunicação implementada pelo prefeito Márcio Lacerda. Saíram vencedoras as agências Perfil (atende a administração direta), Big (BHTrans) e Dezoito (Belotur).



BALANÇO – Coube à Perfil fazer a estreia dessa nova fase da comunicação da PBH, criando e veiculando a campanha de prestação de conta dos 11 meses da gestão Márcio Lacerda. As peças, inspiradas no conceito “pessoas”, mostram que na atual administração a prefeitura entregou 10 novas unidades especiais de educação infantil (Umeis), ampliou o número de alunos na escola integrada, reativou o boletim escolar e, em parceria com o governo do estado, deu sequência às obras da Avenida Antônio Carlos. São divulgadas ainda novas moradias do Programa Vila Viva, além de academias.
“Até o fim de 2009, mesmo em se tratando de um ano de crise, o prefeito Marcio Lacerda entrega à comunidade mais de 130 obras e outras 100 estão em andamento e serão concluídas em 2010”, explica o secretário de Comunicação, Régis Souto.


FOCO – Márcia Lima, diretora de criação da Perfil, que desenvolveu a campanha com Waldemar França, comenta a estratégia: “Tiramos o foco da obra e o trouxemos para as pessoas. Estamos conseguindo vender não apenas a obra em si, mas o seu poder de transformação na vida das pessoas. Uma mudança de olhar, uma mudança de paradigma na comunicação governamental. Não estamos falando daquela gestão ditatorial, distante, mas sim daquela em que o cidadão está em primeiro lugar. Que tira o morador do papel de coadjuvante e o traz para o papel principal”, frisa.

“Essa campanha, na verdade, é apenas a primeira parte do grande planejamento estratégico de uma sequência lógica, humana e eficiente de comunicação. Uma ação que começa com um grande balanço, passa pelo aniversário da cidade, entrega de obras em dezembro e segue com o IPTU em janeiro. Tudo muito encaixadinho, muito fácil de ser assimilado pela população”, destaca Wilson Bentos, um dos responsáveis pelo planejamento estratégico, ao lado da diretora de planejamento da agência, Renata Amoroso.
A primeira campanha depois da licitação mostra inovações. Filmes e spots se valem de bonitos arranjos da música Não há lugar melhor que BH, de César Menoti e Fabiano. As trilhas foram produzidas em piano solo, violino, acordeon, flauta e sax, com grande carga emocional e forte poder de sensibilizar as pessoas.
“A verdade do olhar e da história das pessoas, a estratégia de inclusão, de fazê-las se sentirem parte do todo, de trazer uma linguagem mais cinematográfica, dão à campanha um tom intimista, sincero e que sensibiliza a todo mundo. A música também é um componente que mexe com as pessoas. Ainda mais esse novo hino da cidade, que não deixa dúvidas de que não há lugar melhor que BH”, afirma Cacá Moreno, diretor da agência.
Classificada em primeiro lugar, a Perfil, além de trabalhar a comunicação da administração direta do município, atenderá também o Hospital Odilon Behrens, Beneficência da PBH, Prodabel, Urbel, Sudecap, fundações Zoobotânica e de Parques Municipais.
“É um grande desafio e estamos orgulhosos de termos sido escolhidos para enfrentá-lo”, observa o diretor de marketing Toni Campos. (Fonte: Jornal Estado de Minas).;

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Oração pelas vítimas do Trânsito

ORAÇÃO PELAS VÍTIMAS DO TRÂNSITO


“Rogai por nós esses mortos do trânsito, que tão transitórios trafegam por nossa vida e a deixaram marcada de saudades!

Rogai por nós esses mortos, que postos diante dos olhos cegos da máquina, a eles sucumbiu!

Rogai por nós esses mortos, que diariamente partem diante dos olhos cegos da incúria!

Rogai por nós esses mortos, que diariamente oferecem os seus corpos mutilados, retratos dos seus descaminhos!

Rogai por nós esses mortos, que morrem em grupo ou morrem sozinhos, arrancando sempre um pedaço de nossos corações!

Rogai por nós esses mortos, que a cada dia experimentam os nossos corações mais endurecidos!

Rogai por nós, também, os mutilados vivos, que retratam sua deformidade o nosso embrutecimento!

Rogai por nós esses mortos, porque eles só podem rogar, enquanto nós, somente nós, tudo podemos fazer para evitar que novas vidas sejam ceifadas.

Nós, somente nós, podemos dar um fim ao ciclo de violência e irresponsabilidade que se abatem impiedosamente sobre a sociedade.

Nós, somente nós, podemos demonstrar a humildade, a paciência e o amor ao próximo, através de nossas ações de boa vontade.

Nós, somente nós, podemos clamar pelos rigores da justiça e dar um fim as vazões de ódio.

Nós, somente nós, navegantes desta gigantesca nave, podemos preservá-la para a nossa sobrevivência.

Nós, somente nós, podemos tornar mais humana a vida humana.

Nós, somente nós, podemos aplacar a ira e estimular o amor.

Nós, somente nós, podemos restaurar a consciência do coletivo, transmudando o sofrimento de um, no esclarecimento de todos, aplacando o ódio e transformando tantos exemplos de dor, na força de nossa alegria e comunhão.

Nós, somente nós, podemos fazer com que o mundo dos vivos seja tão permanente quanto imaginamos o mundo dos mortos.

Nós, somente nós, podemos dar um fim a tragédia humana de cada dia, transformando cada lápide num jardim, nós, somente nós.”

FERNADO TELES